quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

De Janeiro a Janeiro

"Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar. Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar."

- Nando Reis


Ele e seus Heterônimos

Fernando António Nogueira Pessoa, nasceu em 13 de Julho de 1888, na cidade de Lisboa em Portugal. Poeta e escritor português. Pessoa é considerado junto de Luís Vaz de Camões um dos mais importantes poetas de língua portuguesa.
O poeta teve uma vida discreta,atuou no jornalismo, comércio, na publicidade e, principalmente, na literatura, onde criou várias outras personalidades conhecidas como heterônimos.
Por ter vivido a maior parte de sua adolescência na África do Sul, a língua inglesa também possui destaque em sua vida, com Pessoa traduzindo, escrevendo, trabalhando e estudando no idioma. Teve uma vida discreta, em que atuou no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente, na literatura, onde se desdobrou em várias outras personalidades conhecidas como heterônimos.
Vive sua vida praticamente toda em Portugal, dedicando-se a sua maior paixão, a literatura.
Fernando Pessoa morreu em 30 de Novembro de 1935.


Pensamentos:

"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um como é."


"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."

"Eu sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."

A dor que dói mais

"Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer".

- Martha Medeiros -



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

"Eu quero paz
Quero dançar com outro par
pra variar, amor"

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"Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir"

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"Os dias que eu me vejo só
São dias que eu me encontro mais
E mesmo assim eu sei tão bem
existe alguém pra me libertar"

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"Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem"

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"Deixa ser.
Como será.
Eu já posto em meu lugar
Num continente ao revés,
em preto e branco, em hotéis.
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê."



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(Los Hermanos)
"São as pequenas coisas que valem mais.
É tão bom estarmos juntos.
Tão simples: um dia perfeito."

(Legião Urbana – Um Dia Perfeito)



A estrada é longa e vai além do que se vê

Estou sozinha e não sei qual é o meu destino.
O mundo é amplo demais para saber o que eu quero ao certo.
Incertezas surgem a todo o momento. Não tenho certeza de absolutamente nada.
Não sei se amanhã estarei aqui almejando isso que afirmo hoje com todas as letras, que é o meu desejo.
Quero ir além e buscar o melhor que a vida tem a me oferecer. Mas, aí é que está: o que a vida tem a me oferecer? O que eu realmente espero que ela me ofereça?
Realmente eu não sei. Não sei mesmo.
Não quero o que dizem que é bom ou o que é o mais correto. Quero aquilo que faz minha pulsação acelerar. Quero aquilo que me faça ir além de todas as minhas expectativas.
Não quero monotonia. Paz e tranqüilidade sim, mas rotina planejada, não.
Eu não tenho informações nem atalhos. Já andei por muitas estradas, mas não sei exatamente onde eu quero parar.
“Quando decidimos algo para as nossas vidas, achamos que aquilo é o correto ou o que nos convém”. Mas, quem pode afirmar isso?
Sim. O que eu escolho pra mim, eu realmente, acho que é o mais importante. Tento de todas as formas acreditar que é a melhor escolha.
Mas, não quero me prender a nada, porque estou aqui apenas de passagem, como uma mera personagem. E, a única coisa que eu quero e que eu tenho certeza, é que eu quero saborear com imenso prazer o que isso tudo têm a oferecerem para mim.
Quero sentir o vento bater no meu rosto. Quero sentir os meus pés saírem do chão, mas ponderadamente, pois preciso que eles voltem.
Se tivesse a chance de fazer algo que não está no meu alcance, escolheria poder voltar no tempo e resgatar tudo o que um dia tenha passado despercebido e viver novamente os meus melhores momentos, porque a estrada é longa e não sou obrigada a seguir em frente apenas. Existem curvas e bifurcações, que podem ser encaradas também. Basta engatar a marcha e seguir em frente.
No fim dessa estrada não sei o que encontrarei.
Na verdade nem sei se encontrarei esse fim de estrada. Mas o que importa é seguir a diante e fazer o meu caminho, independente dos obstáculos, que irão surgir, com toda certeza.
Mesmo que eu mude o meu caminho; minha rota. O que eu anseio em minha essência, não mudará. Isso é meu e ninguém muda.



- Fernanda Mendes

O melhor que você tem a oferecer



Dentro de um abraço
Martha Medeiros

Onde é que você gostaria de estar agora, nesse exato momento?
Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.

Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista. E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?

Meu palpite: dentro de um abraço. Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.

Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.

O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.

Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde à beiramar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama? Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço?

Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria. Entrando na semana dos namorados, recomendo fazer reserva num local aconchegante e naturalmente aquecido: dentro de um abraço que te baste.